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Mostra TarantinaMente!

É fato que Quentin Tarantino divide as opiniões dos espectadores e do mundo do cinema; e mais do que a simplória rixa entre o time dos favoráveis e o dos contrários, ele consegue colocar em debate, mesmo quando absurdo ou estilizado, o que negamos em si mesmos, mas que claramente vemos expresso na realidade do cotidiano, principalmente das grandes cidades, seja nos centros ou periferias. Suas personagens são ‘hiperlativas’, mesmo quando banais. Tarantino comunica-se com a publicidade, escancarando o espetáculo e nosso fetiche pela imagem, assim como nosso apetitoso apelo à violência (visíveis ou invisíveis, silenciosas ou ruidosas).

É nesse clima que a Mostra TarantinaMente do Cineclube Rogério Sganzerla traz dos dias 10 de setembro até 22 de outubro obras que marcaram e trilharam o início da carreira de Tarantino e sua escalada ao panteão de Hollywood, e o culto que passou a envolver seus filmes a partir dali (mesmo ele não sendo ainda um samurai).

As sessões agora com a greve são no Auditório Ovelha, segundo andar do Centro de Convivência, nas terças-feiras às 19 horas, com um minicurso antes sobre o Tarantino às 17h, com Allende Renck.

Confira a programação toda:

Amor à Queima-Roupa, 1993, 121min – dia 10 de setembro às 19 horas, na Sala de Projeção do Bloco D do CCE.
Clarence é aficionado por Elvis Presley e histórias em quadrinhos. Ele se envolve com Alabama, uma prostituta contratada pelo chefe de Clarence como presente de aniversário. Os dois se apaixonam e se casam, mas a tentativa de Clarence em tirar Alabama das ruas acaba fazendo com que o casal arrume apenas mais problemas.

Assassinos por Natureza, 1994, 120min – dia 17 de setembro às 19 horas, no Auditório Ovelha – Centro de Convivência. Eles não ganharam nenhum Prêmio Nobel, nem bateram qualquer recorde esportivo ou sequer trilharam algum caminho aceitável para a fama. O que o casal de fugitivos Mickey e Mallory fez foi matar pessoas. Muitas pessoas. E a mídia se encarregou de todo o resto.

Cães de Aluguel, 1992, 99min – dia 24 de setembro às 19 horas, no Auditório Ovelha – Centro de Convivência.
Joe Cabot, um experiente criminoso, reuniu seis bandidos para um grande roubo de diamantes. Mas estes não sabem nada um sobre os outros e cada um utiliza uma cor como codinome. Algo sai errado e um deles é ferido durante o roubo e os bandidos precisam descobrir quem foi que os traiu, o que gera enorme tensão no grupo.

Jackie Brown, 1997, 154min – dia 01 de outubro às 19 horas, no Auditório Ovelha – Centro de Convivência.
Jackie é uma aeromoça que complementa seus ganhos transportando dinheiro para Ordell Robbie, um contrabandista de armas. Ela é pega em flagrante por dois policiais que propõem um acordo: ela fica livre se ajudá-los a prender Ordell. Ela sabe que corre perigo se entregar o chefe e elabora um plano, no qual aparenta cooperar com os dois lados.

Tempo de Violência, 1994, 154min – dia 08 de outubro às 19 horas, no Auditório Ovelha – Centro de ConvivênciaJules e Vincent são dois mafiosos contratados para recuperar a maleta de seu chefe, Marsellus, que também pede para Vincent cuidar de sua esposa, Mia, enquanto ele estiver fora por uns dias. Butch é um velho pugilista que é pago por Marsellus para perder sua próxima luta. Honey Bunny e Pumpkin são um casal de ladrões prestes a mudar de vida. Entretanto, ninguém contava com os imprevistos.

Os Oito Odiados, 2016, 167min – dia 15 de outubro às 19 horas, no Auditório Ovelha – Centro de Convivência. Durante uma nevasca, o caçador de recompensa John Ruth está transportando Daisy Domergue, que ele espera trocar por uma grande quantia de dinheiro. No caminho, aceitam levar o caçador de recompensas Marquis Warren, e o xerife Chris Mannix, prestes a ser empossado em Red Rock. Como a tempestade piora muito, eles param no Armazém da Minnie, onde outros desconhecidos já estão abrigados. Aos poucos, os 8 viajantes começam a descobrir as ligações e os segredos uns dos outros, o que os leva a um inevitável confronto.

Bastardos Inglórios, 2009, 153min – dia 22 de outubro às 19 horas, no Auditório Ovelha – Centro de Convivência. Durante a Segunda Guerra Mundial, na França, o tenente Aldo Raine é o encarregado de reunir um pelotão de soldados de origem judaica, com o objetivo de realizar uma missão suicida contra os alemães. O objetivo é matar o maior número possível de nazistas, da forma mais cruel possível. Paralelamente Shosanna Dreyfuss assiste a execução de sua família pelas mãos do coronel Hans Landa, o que faz com que fuja para Paris. Lá ela se disfarça como operadora e dona de um cinema local, enquanto planeja um meio de se vingar.

Mais Informações em: https://www.facebook.com/pg/cinecluberogeriosganzerla/events/ 

 

E em conjunto com a mostra será ministrado o minicurso Tarantino: Imaginação, Arte e História, por Allende Renck.

TARANTINO: IMAGINAÇÃO, ARTE E HISTÓRIA

Ao longo de seus nove-dez filmes, Quentin Tarantino, reiteradamente mobiliza forças históricas para possibilitar a abertura de uma tensão no pensamento estético. Sua obra, incrustrada das referências apaixonadas de um cinéfilo, não é estranha ao uso criativo da mágica da imaginação como potência de mobilização contra, e mesmo de transformação de, a narrativa hegemônica. Assistir a uma obra tarantinesca é um exercício de imaginar-com – quem nunca se movimentou em direção a um filme do diretor tendo certeza do que veria na tela? – que ainda que repita algumas de suas estratégias (invariavelmente vemos sangue na tela), tem bastante sucesso em frustrar expectativas e, assim, abrir uma fenda no possível, complexificando-o.

O curso Tarantino: Imaginação, Arte e História parte da obra do diretor para pensar a obra de arte – a ficção – como elemento de mobilização, como potência metamórfica e como imaginação radical. A partir das propostas fílmicas do artista e dos diálogos que essas abrem, pretende-se instaurar um debate em torno da ideia do “o que pode a imaginação?” e do “é possível, hoje, imaginar?”.

Entendendo como papel da crítica justamente esse colocar em jogo daquilo que fica em potência na obra lida fica questão a ser pensada: o que as obras propostas por Tarantino inscrevem na linguagem que tensiona a possibilidade de uma mobilização frente ao contemporâneo estado de coisas?

Sobre o Ministrante:

Allende Renck é crítico de arte, professor, curador e tradutor. Mestre na linha de pesquisa Poesia e Aisthesis pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e graduado em Letras pela mesma universidade. No momento trabalha na tradução da obra Bad New Days: Art, Criticism, Emergency do crítico de arte estadunidense Hal Foster e na montagem da exposição Abysmos Gritantes.

O QUÊ: Minicurso – Tarantino: Imaginação, Arte e História

MINISTRANTE: Allende Renck

QUANDO: Terças-feiras (24/09, 01/10, 08/10, 15/10, 22/10)

HORÁRIO: das 17h às 19h, antes das sessões

ONDE: Auditório Ovelha – Centro de Convivência

 

 

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Esperamos você nas sessões!