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Happy Together

Um caótico romance entre dois homens que cruzam o mundo de HongKong para BuenosAires para decobrirem pelo olha exteriorizado que os verdadeiros conflitos estão no Homem e não na Terra.

Algo sobre o nosso Mundo

“Um filme que trate do outro, a escolha metafórica que representaria este outro. Está tudo escolhido?” Diria Wong  “É o suficiente para irmos filmar”. Todo o estado de confusão da narrativa não está só em sua trama, como em sua feitura, que dispensou roteiros e grandes planejamentos prévios, rendida aos acasos – diária Jean-Louis Comolli “sob o risco do real”.

Solto no espaço/tempo Kar Wai consegue atingir o espírito do mundo globalizado, flutuando por identidades móveis, vivendo realidades instantâneas, mergulhado em toda melancolia e felicidade que o caótico pode lhe proporcionar.

The Turtles nunca devem ter imaginado que seriam usados como ferramenta do moralismo inglês. Sua música “Happy Together” (com um certo ironismo) é utilizada para barrar as verdadeiras intenções de Wong Kar Wai nesta trajetória de “Algo Sexy a ser Mostrado”. E se as feminista já começaram a pular das cadeiras, saibam que este filme não fala de mulheres, nem mesmo as tem como personagens. Em questão de gênero esta obra trata um universo muito mais turbulento e atual a sua ótica, em um dramático romance gay.

Saindo das fronteiras convencionais e territoriais, “Chunguang Zhaxie” é retrato da diáspora e nostalgia pós moderna. Seguro de sua mensagem, o filme expõe sua amplitude em um contexto ao referenciar a notícia televisiva da morte do líder chinês Deng Xiaoping. Em 1997 Hong Kong está em processo de migração das mãos britânicas as chinesas. Hibridismo cultural tão forte quanto o existente em Buenos Aires, que serve de alegoria. Um filme de jornada, que permite o auto conhecimento pelo temeroso olhar de fora. Olhar europeu que prêmia o diretor Wong Kar Wai em Cannes. Olhar desenvolvimentista dos latinos e asiáticos que dão cor ao filme.

Todo este estado de interface: entre dois amantes, entre dois países, entre duas épocas, entre gêneros, entre ficcionalização; também são marcados pelos inúmeros filtros aplicados a película que contam uma história globalizada de mistura e separação de cores, em mundos que tentam ser coloridos e suas reflexões preto e brancas.

Gabriela Jardim Aquino

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