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Olhos de Serpente

O filme é sobre uma conspiração que trará verdades, superação e conseqüências para Rick Santoro (Nicolas Cage). Rick é um policial corrupto que se vê envolvido na investigação do assassinato do Secretário de Defesa, que ocorreu durante uma luta de boxe em que estava presente. Logo, Rick é consumido pela investigação que vai testar sua consciência e lealdade.

De Palma é conhecido pela sua descrença no homem. É recorrente a falha do sexo masculino na hora de ajudar as mulheres em situações críticas: um executivo não consegue salvar a mulher em Obsessão; o cara bonzinho da escola não consegue poupar Carrie da humilhação. O que acaba criando dúvidas sobre um final feliz, dúvidas que serão parcialmente confirmadas uma vez que o final beira ao inverossímil, com uma resolução forçada – carros de polícia aparecendo no lugar certo, na hora certa sem serem avisados e a bola com o nome do hotel despencando bem na hora que a câmera do jornalista está ligada. Essa sensação de quebra da narrativa persiste até o final do filme, quando há um “flash forward” na história de Rick , que acaba desconstruindo tudo aquilo que foi pregado na primeira parte do filme. Há um nova queda do anti-herói, porém não sem uma recompensa.

É desvalorizada completamente a lealdade da amizade, o status das celebridades e o matrimônio. Condena a corrupção e a necessidade por fama. A fala final de Rick, vai contra justamente isso: “Oh, que diabos, pelo menos apareci na TV”, talvez por isso tenha sido duplamente punido – prisão e divórcio.

O que tira o filme do “lugar comum”, entretanto, é justamente o trabalho de câmera realizado por DePalma. O modo com que trabalha o ponto de vista explorando os planos seqüência e as câmeras subjetivas que enriquecem a narrativa e criam a tensão do clímax. A câmera vira uma espécie de personagem, parte narrador, parte ator, parte deus. Ela pode mentir, enganar, documentar e até mesmo fazer truques. O filme é essencialmente sobre o olhar da câmera. Ela segue sorrateiramente Cage, como uma serpente, o ultrapassa indo a lugares que ele não pode. Há, portanto o mérito da técnica e da crítica, acima das atuações duvidosas e da trama superficial e, até mesmo, previsível.

Marina Ferreira do Amaral Watson-Wood e Ma. Lorena Caicedo

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