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Zeitgeist: O Filme

O Cineclube promove agora a exibição de Zeitgeist: o filme, motivado pela conferência que, sobre ele, Daniel Link fará no próximo dia 9, no mesmo auditório, na abertura da III Semana de Cinema.

Feito quase todo com imagens de arquivo e veiculado gratuitamente na rede, o longa de Peter Joseph constrói uma argumentação contundente contra três crenças disseminadas na cultura ocidental: (1) a existência de Cristo, (2) a corporação capitalista como evolução natural da economia e (3) o ataque às torres gêmeas como obra terrorista (o filme argumenta que o próprio Bush foi autor do 11 de setembro). As três argumentações se unem estruturando a oposição frontal do filme ao modelo prevalente de condução da vida política, mais precisamente ao pressuposto platônico de que poucas pessoas, os líderes, representando muitas, geralmente têm a sabedoria técnico-histórica necessária à função. O filme tenta mostrar que, se esse modelo tem sido convincente, é porque a suposta sabedoria conta com a desinformação, a ignorância, o apego ao mito. O problema é a contradição em que cai essa argumentação.

Sobre o filme, diz Daniel Link (como parte de sua conferência de abertura da Semana):

“Zeitgeist (2007), o documentário de Peter Joseph que ao ser posto na rede seria visto por mais de cinquenta milhões de pessoas, quer, desde seu próprio título, participar do espírito de nosso tempo. Não importam tanto os conteúdos do filme (a maioria, como já demostrado, inconsistentes, equivocados, deliberadamente tendenciosos, forjados) quanto o modo como ele imagina a época que vivemos e o  modo como ele se coloca em relação às unidades de imaginação que constituem a força que o arrastra: milenarismo e mundialização.

Como o Comitê Invisível, que publicou “A insurreição que vem”, como o Partido Imaginario, do qual o grupo Tiqqun seria a parte consciente, Zeitgeist (como os filmes monumentais de Debord e Godard) sustenta que o presente não tem saída, a não ser enfrentando o que às vezes se chama Império, às vezes Espetáculo e às vezes Biopoder.

“Eles [aifrmou Giorgio Agamben sobre o grupo Tiqqun, mas poderíamos incluir Zeitgeist na mesma série] denominam Bloom os novos sujeitos anônimos, as singularidades quaisquer, vazias, dispostas a tudo, que podem difundir-se por todos os lados permanecendo impalpáveis, sem identidade porém reidentificáveis a cada momento. O problema que se coloca é: «Como transformar o Bloom? Como o Bloom vai operar o salto para além de si mesmo?» “

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